A Liberdade da Loucura

Neste feriado aproveitei pra ir ao teatro. Independente de comentários sobre a peça, que tomarei cuidado de fazer com mais vagar pra evitar injustiças, uma cena me chamou a atenção num despertar de curiosidade.
Os atores, em determinado momento, representam um grupo de, por assim dizer, loucos. São pacientes internados em uma instituição para doentes mentais.
Todos eles atuando com competência, representando de forma angustiantemente cuidadosa os pacientes com suas manifestações doentias. Mas era inevitável perceber o prazer em cada ator ao escolher como reprentaria ele sua loucura. Como cada um deles escolheu manifestar sua dita falta de sanidade, parecia ser um prêmio dado a cada um pela sua atuação nas demais cenas.
O prazer de poder ser louco e manifestar livremente sua loucura, permitindo ao corpo senti-la e à mente libertá-la, protegidos pelo palco e pela representação, era o brinde dado a cada ator, cuja a alegria em poder faze-lo transparecia em suas faces alegres e leves.
Como é bom poder ser louco vez por outra.

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